segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sol zodiacal



Um hóspede do Zodíaco eterno
O Sol é das doze estalagens astrais
E boas-vindas de Marte cordiais
Em Áries ganha e um breve governo.

Em casa depois do bom Touro e terno
De Vênus faz luz às formas sensuais
E o parte aos Gêmeos espaciais-
Símbolo etéreo do amor fraterno.

Daí passa em Câncer do céu o luzeiro
Da lua morada, tão bela amante!
Mas de Leão ei-lo estalajadeiro!

E siga-o até Virgem e Libra avante!
Também ao Scorpio, Arqueiro e ao Aguadeiro-
Que é trás de Cabra- e de Peixes se encante.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Vênus e os Signos

Vênus em Áries é ardorosa
Em Touro é sensual
Com os Gêmeos bate prosa
Lá em Câncer é maternal.
Vênus em Leão é narcisista
Com a Virgem banca a tímida
Em Libra é amorosa e artista
Mas em Scorpio seu poder intimida.
Vênus em Sagitário quer aventura
Em casa do Capricórnio é reservada
Em Aquário tem liberdade segura
E junto aos Peixes toda é delicada.

O tempo



O que é o tempo senão o relógio universal que os homens criaram a marcar os seus passos da existência no suceder ininterrupto dos instantes que faz as horas?
Deve-se a ele o associar das circunstâncias à tríade da ideia temporal: pretérito, presente e porvir.
Fora o ontem a hora morta, o instante que não torna de regresso, quiçá as cãs níveas de um Chronos decrépito.
O hoje é a atualidade efêmera, o momento que de ora se existe na queda da areia pelo estreito da ampulheta. Neste, o já importa por sê-lo o norte em que se encontram todos os que passamos. Virá, pois, a quadra póstera; o futuro inumar-se-á no sepulcro do passado.
O futuro tem forma abstrata, face embiocada, corpo intangível. Infere-se-o por conjecturas, vaticínios, um depreender indistinto, uma ponta de ilusão. É como uma moeda lançada ao ar e ao acaso na expectativa do que haverá revelado: cara ou coroa?
O futuro é a janela que não se tem descortinada no domicílio do Mistério.